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segunda-feira, 30 de abril de 2012

PROGRAMAÇÃO CULTURAL DO MÊS DE MAIO


Dia 6
Cânticos aos Orixás - Show musical que integra o Projeto Musical Korin. Tem como objetivo divulgar os cânticos aos orixás, dos candomblés de nação keto. Participam os cantores Mombaça Torres, Tiago Korin e Janini Gomes. Direção geral Jorge Andrade. 17 às 19h. Entrada franca. Classificação: Livre



Dia 8
Terças na Tela. Mostra Bahia 100 Anos de Cinema. Serão exibidos os curtas: Vadiação, de Alexandre Robatto Filho, 1954. Documentário de 8 minutos. A capoeira da Bahia é o tema do curta, ao som de berimbaus, evolui de luta de guerra para forma popular de dança. Com imagens dos mestres Bimba e Waldemar. Um Dia na Rampa, de Luiz Paulino dos Santos. Documentário de 1960, 10 minutos. Mostra o antigo Mercado Modelo de Salvador, onde chegavam os saveiros voltando do Recôncavo trazendo produtos para comercializar na capital baiana. A capoeira, o candomblé e outros costumes são mostrados. Bahia de Todos os Santos, longa metragem de Triguerinho Neto. Filme de ficção de 1960, 102 minutos. A trama gira em torno de um grupo de amigos, na época da ditadura do presidente Getulio Vargas. Um mulato, rejeitado pelos pais, vivi de pequenos furtos. Ele vivencia conflitos sociais e políticos. Um dia rouba sua amante inglesa para ajudar alguns amigos que foram presos. A mulher o denuncia a polícia. 15 e 19h. Entrada franca. Classificação: 12 anos.

 Dia 11
Show Amarelo Pela cantora Juliana Ribeiro.

Após o lançamento do seu primeiro CD, a cantora baiana Juliana Ribeiro realiza show de lançamento em Salvador e em algumas cidades baianas. Em Lauro de Freitas, a apresentação acontece no CTLF, Praça da Matriz, centro. O CD é o show é uma leitura contemporânea da história do samba. A artista apresenta composições próprias, além de inéditas dos compositores Roberto Mendes, Tiganá Santana, Reginaldo Souza e Jota Veloso. O disco e show resgatam as matrizes afro-brasileiras do samba, com ritmos como o Semba (Angola), Lundu, Maxixi, Batuque e o Jongo. O show terá a participação especial do Bloco Afro-baiano Bankoma, de Lauro de Freitas. 20h. Ingresso:R$ 10,00 e 5,00 (meia). Classificação: Livre.

Dia 12
II Festival Gospel de Verão de Lauro de Freitas. Concurso que pretende premiar cantores, compositores e grupos de música gospel de Lauro de Freitas e entorno. Direção da cantora gospel Gilma Brito.19h. Ingresso: R$ 5,00 e 2,00 (meia). Classificação: Livre

Dia 15
Terças na Tela. Mostra Bahia 100 Anos de Cinema. Serão exibidos os filmes: Catálogo das Meninas, ficção de Cáo Cruz Alves. 1984, 13 minutos. Dalvinha é uma menina de 14 anos, que mora com o padastro. Durante o dia, dentro de casa, ela é tratada como empregada doméstica até que conhece o Cabaré Tropical e muda o ruma de sua vida. Boi Aruá, ficção de Chico Liberato, 1984, 59 minutos. História de um fazendeiro cujo poder é desafiado pela fantástica aparição do Boi Aruá, até o derradeiro confronto, quando se despoja das máscaras e celebra a vitória sobre si mesmo. 15 e 19h. Entrada franca. Classificação: Livre.

Dia 16 e 23 
Edu e Cação - Em a Lenda dos Cabeças Quadradas. O elenco é formado por estudantes da Rede Pública Municipal de Ensino e comunidade, que participaram da Oficina de Montagem Teatral do MARV. O objetivo da peça é conscientizar a comunidade pela preservação do patrimônio escolar e o meio ambiente. 10h e 15h. Entrada franca. Classificação: Livre.

Dia 17
Roda de Conversa - O Negro na Telenovela Brasileira. Com a participação de integrantes do Movimento Negro de Lauro de Freitas e de Salvador, além de professores e alunos da Rede Pública Municipal e Estadual. Coordena a roda o historiador Ailton Franca, professor da Rede Pública Municipal de Educação de Lauro de Freitas e pesquisador da Fundação Pedro Calmon. A ação é para debater a situação de vida da comunidade afro-brasileira após o processo da abolição da escravidão, 19h. Entrada franca.

Dia 18 
Estão Voltando as Flores (a confirmar). Espetáculo de dança e teatro com ambientação nas décadas 40 e 50, período áureo do rádio. As bailarinas dançam, cantam e interpretam musicas das grandes divas da época Emilinha Borba, Marlene, Ângela Maria, das irmãs Linda e  Dircinha Batista e outras. Pelo Grupo Tran Chan. Direção Cyça Lopez. 15h. Ingresso: R$ 10,00 e 5,00 (meia). Classificação: Livre.

Dia 18
Mostra de Artistas de Lauro de Freitas. Exposição coletiva com trabalhos em pintura, escultura, entalhe e outras linguagens de artes visuais criadas por artistas residentes em Lauro de Freitas. Entre os artistas estão Marconi Nogueira, Débora Fontes, Edson Melo, Luiz Ramos, César Filho, Samuel Rosa (Sivu), Rogério Santos  e Jessé Nazaré. 19h. Entrada franca.


Dia 19 
Mostra de Rap. Com artistas e grupos de rap da localidade de Portão (Lauro de Freitas). 19h. Entrada franca. Classificação: Livre.

Dia 22 
Terças na Tela. Mostra Bahia 100 Anos de Cinema. Com a exibição do documentário Sob o Ditame de Rude Almajesto (Sinais de chuva), de Olney São Paulo, 1976. Duração 15 minutos. As diversas experiências do homem do campo na maneira de pressagiar a chuva na região nordestina. Diamante Bruto, longa de ficção de Orlando Senna, 1977. Após 20 anos de ausência, o astro de TV José de Castro retorna à sua terra natal, Lençóis, e reencontra Bugrinha, seu amor de infância. Ela se recusa a firmar um compromisso e José reage a esta atitude mantendo encontro secreto com outra mulher, casada, com Tibúrcio, um ex-matador profissional. 15 e 19h. Entrada franca. Classificação: 14 anos.

 Dia 26 
II Festival Gospel de Verão de Lauro de Freitas. Concurso que pretende premiar cantores, compositores e grupos de música gospel de Lauro de Freitas e entorno. Direção da cantora gospel Gilma Brito. 19h.Ingresso: R$ 5,00 e 2,00 (meia). Classificação: Livre.

Dia 29 
Terças na Tela. Mostra Bahia 100 Anos de Cinema. Eu me Lembro. Direção Edgard Navarro, 2005. Obra de ficção. Uma investida poética de inspiração autobiográfica em que o realizador mistura realidade e ficção para traçar um painel de memória coletiva e, na tentativa de compreender a gênese de seus próprios conflitos, termina fornecendo pistas sobre algumas das buscas essenciais de sua geração. 15 e 19h. Entrada franca. Classificação: 16 anos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Mês da Dança se Encerra no CTLF Com Stret Dance e Axé

 
No próximo domingo, 29 de abril, a partir das 18h, no Cine Teatro Lauro de Freitas, grupos de danças populares das localidades de Itinga, Portão e Centro de Lauro de Freitas fazem o espetáculo Diversidade Corporal. Será uma mostra de dança afro-baiana e stret dance, com direção geral do ator Melk Mrcury. Os grupos que vão se apresentar são Kebradart, Ritmos e Cores, Projeto Vem Dançar e Os Vampiros. As coreografias têm como referência o gingado e a sensualidade das musicas interpretadas pelas divas baianas Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Margaret Menezes. O ingresso é R$ 2,00 e 1,00 (meia). Classificação livre.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Cine Teatro Lauro de Freitas Exibe Documentários Sobre Canudos e o Cangaço


 Na próxima terça-feira, 24 de abril, às 15 e às 19h o Cine Teatro Lauro de Freitas,  exibe dois documentários, que falam sobre a realidade do povo nordestino. Os filmes são  Paixão e Guerra no ertão de Canudos, do baiano Antônio Olavo, realizado em 1993 e A Musa do Cangaço, do sergipano José Umberto Dias, filmado em 1982. A classificação dos filmes é 12 anos. A entrada é franca. A ação é da Secretaria de Cultura do Estado,  através da Diretoria de Espaços Culturais (DEC), responsável pela administração geral dos espaços culturais, espalhados em Salvador, Região Metropolitana e interior. 

       
DADA E CORISCO
Paixão e Guerra no Sertão de Canudos, conta a epopeia sertaneja de Canudos, no percurso de 180 cidades e povoados do Ceará, Pernambuco, Sergipe e Bahia. A obra reúne depoimentos de parentes de Antônio Conselheiro, líder do Movimento de Canudos, contemporâneos da guerra, filhos de lideres guerrilheiros, historiadores, religiosos e militares. A obra tem cerca de 98min de duração.
 


A Musa do Cangaço, traça um panorama sobre a presença da mulher no mundo do cangaço, a partir do depoimento feito por Dadá, mulher de Corisco, cangaceiro de Lampião. Ela fala sobre a organização interna do bando, táticas de guerrilhas, códigos  de honra e amores dos cangaceiros.

   
   Sugestão de trabalho para o professor e professora

 

Antes de trazer os estudantes para assistirem os documentários seria interessante que os professores falassem sobre a história da Guerra de Canudos ou Campanha de Canudos. Confronto ocorrido de 1896 a 1879, na cidade na localidade de Canudos, interior da Bahia. O evento aconteceu entre o Exército Brasileiro e os integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro.                           

A região de Canudos, historicamente era caracterizada por latifúndios improdutivos, secas cíclicas e desemprego crônico, no final do século XIX passava por uma grave crise econômica e social. Milhares de sertanejos e ex-escravizados partiram para Canudos, de várias cidades nordestinas. Estes eram liderados pelo peregrino e místico Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido por Antônio Conselheiro. Eles acreditavam na crença de uma salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima quente e da exclusão econômica e social.

 
Cena do Filme Canudos

Os grandes fazendeiros da região, uniram-se a Igreja Católica e iniciaram um forte grupo de pressão junto à República recém-criada, pedindo que fossem tomadas providências contra Antônio Conselheiro e seus seguidores. Criaram-se boatos de que Canudos se armava para atacar cidades vizinhas e a partir em direção à capital para depor o Governo Republicano e restaurar a Monarquia.

Três expedições militares foram mandadas para destruir Canudos, mas foram derrotadas. E isso apavorou a opinião pública, que acabou exigindo a destruição do arraial, dando legitimidade ao massacre de cerca de 20 mil sertanejos. Estima-se que cinco mil militares tenham morrido. A terminou em 1879, com a destruição completa de Canudos, a degola de muitos prisioneiros de guerra, e o incêndio de todas as casa do Arraial.
 
A Questão do Cangaço

Foi um fenômeno ocorrido no nordeste brasileiro em meados do século XIX ao inicio do século XX. O cangaço tem suas origens em questões sociais e fundiárias do Nordeste brasileiro, caracterizando-se por ações violentas de grupos ou indivíduos isolados: Assaltavam  fazendas, sequestravam coronéis (grandes fazendeiros) e saqueavam comboios e armazéns. Não tinham morada fixa, viviam perambulando pelo sertão brasileiro, praticando crimes, fugindo e se escondendo.

O mais famoso cangaceiro nordestino foi Virgulino Ferreira da Silva,  "Lampião". Atuou durante as décadas de 1920 e 30, em praticamente todos os estados do Nordeste. Era conhecido como "Rei do Cangaço" e "Senhor do Sertão".  Foi assassinado em 28 de julho de 1938, em Angicos, no estado de Sergipe. Ele foi morto num emboscada juntamente com outros  nove cangaceiros, inclusive sua companheira denominada de Maria Bonita.

Mas antes dele houveram outros famosos. Jesuino Alves de Melo Calado, "Jesuino Brilhante", que agiu por volta de 1870, embora alguns pesquisadores atribuam a Lucas Evangelista o feito de ser o primeiro a agregar um grupo característico de cangaço, em Feira de Santana, na Bahia, entre 1828. O último grupo cangaceiro famoso porém foi o de "Corisco", Cristiano Gomes da Silva Cleto, que foi assassinado em 25 de maio de 1940. Sua esposa Sérgia Ribeiro da Silva, faleceu em 1994, no bairro de Mussurunga, em Salvador, Bahia.
 
Reflexão: Fenômenos Distintos Mais Causas Semelhantes
 
A Guerra de Canudos e o fenômeno do cangaço têm algumas características históricas e sociais semelhantes: O cenário da pobreza, da seca, da prepotências dos poderosos da terra (coronéis e grandes fazendeiros) e a exclusão das comunidades mais pobres.

O cangacerismo pode ser encarada como uma reação dos mais pobres e esquecidos aos desmandos dos poderosos das áreas rurais , que muitas vezes se apossavam dos poucos bem dos mais miseráveis para a expansão de suas terras e dos seus negócios e mesmo das mocinhas mais belas, das famílias pobres. Matar, saquear seria uma reação para resgatar uma situação de humilhação.

O Arraial de Canudos era o sonho de uma sociedade mais justa e igualitária, onde todos teriam um pedaço de terra para morar, plantar e viver dos produtos da terra. A sociedade utópica de Canudos foi barbaramente dizimada pelos poderosos da recém proclamada República.   

1 - O professor pode passar uma tarefa onde os alunos poderão pesquisar sobre as causas sociais e históricas que geraram o Movimento de Canudos e o Fenômeno do Cangaço.

2 - No cangaço, além de Maria Bonita e Dadá, outras mulheres participaram do fenômeno. O aluno poderá fazer uma pesquisa sobre como era a participação da mulher no cangaço, além de listar o nome de outras mulheres que participaram do movimento.

3 - Os alunos poderão pesquisar sobre a existência de outros cangaceiros renomados.

4 - Pesquisar sobre filmes que abordaram a Guerra de Canudos e o cangaço. E também a literatura de cordel, que tradicionalmente faz abordagem sobre Lampião e outros cangaceiros e sobre a Guerra de Canudos. Na Biblioteca Central (Barris, em Salvador) tem um Departamento de Literatura de Cordel, que tem um vasto material sobre este tipo de arte..

5 - Estudado os dois fenômenos, que tem suas raízes nas desigualdades sociais nordestinas O cangaço pode ser considerado uma forma "irracional" de protesto . Vamos fazer uma pesquisa sobre movimentos sociais atuais, que agem dentro da legalidade e reivindicam distribuição de terras e moradias para as populações mais pobres do país. A exemplo do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, dos Trabalhadores Sem Moradia, das Comunidades Quilombolas etc.


Hamilton Vieira
Jornalista e Especialista em Educação